Ana Paula
Psicóloga clínica · ACT

Eu sou chamada de Ana, de Paula, de Ana Paula, de Aninha e de Paulinha. Quando criança, meu irmão mais velho me chamava de Ana Póia. Tinha uma pessoa na minha infância que me perguntava: “Hoje eu falo com a Ana ou a Paula?” Eu gostava dessa pergunta, porque parecia que eu era duas pessoas em uma, e que podia escolher quem estava em evidência naquele dia: a “Ana”, mais tranquila e amorosa, ou a “Paula”, mais determinada e corajosa.
Nosso nome é um rótulo que faz parte da nossa identidade. Nos identificamos com vários adjetivos:
“tímida ou extrovertida”, “ansiosa ou tranquila”, “legal ou chata”...
Às vezes, há a regra de que, quando digo que sou alguma coisa, terei que corresponder a isso para ser coerente, mas isso limita as possibilidades de ação. Querer corresponder a uma narrativa “sou x” reduz a variabilidade comportamental e isso nos limita!
No entanto, quanto mais flexível sou com os rótulos, mais liberdade tenho. Posso me considerar assertiva, mas não ser assim com todo mundo e em todos os momentos. Ou posso me considerar tímida e, ainda assim, puxar conversa com desconhecidos, falar em público ou me divertir numa festa… Ou seja, você pode se identificar com várias características, mas não permita que isso te impeça de fazer o que é importante para você.
Psicóloga · CRP 14|09374
04 de junho de 2025
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